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MEMORIAL DO CONVENTO - PERSONAGENS

 

 

D. MARIA ANA JOSEFA

 

 

De origem austríaca, a rainha, surge como uma mulher cuja única missão é dar herdeiros ao rei para glória do reino e alegria de todos. É símbolo do papel da mulher da época: passiva, insatisfeita, submissa, simples procriadora, objecto da vontade masculina., vive um casamento baseado na aparência, na sexualidade reprimida e num falso código ético, moral e religioso.

 

Só através do sonho se liberta da sua condição aristocrática para assumir a sua feminilidade. Mas a pecaminosa atracção incestuosa que sente por D. Francisco, seu cunhado, conduzem-na a uma busca constante de redenção através da oração e da confissão. Consciente da virilidade e da infidelidade do marido, não se nota nela um pingo de revolta; pelo contrário, embrenha-se numa atitude de infelicidade existencial.

 

Ver págs. 11, 17-18, 32-33, 118-119, de Memorial do Convento, 36.ª ed., 2005.
 

Joaquim Matias da Silva

Saiba, aqui, quem foi, na verdade, D. Maria Ana Josefa. 

 

© Joaquim Matias 2008

 

 

 

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