As circunstâncias que rodeiam a batalha de
Alcácer Quibir devem entender-se num período de
declínio do império português, com os cada vez
mais numerosos ataques de corsários e piratas no
oceano Atlântico e os prejuízos acumulados nas
possessões no norte de África, das quais só
restavam Ceuta, Tânger e Mazagão.
Neste contexto, no norte de África surgem
conflitos políticos entre os reis locais; os
turcos intervêm e ajudam a destronar o rei de
Fez e Marrocos. O rei de Portugal, D. Sebastião,
querendo afastar a ameaça otomana, já tão
próxima, e esperando o ressurgimento
Ilustração da
batalha de Alcácer Quibir.
de algum poder em Marrocos, acorre em auxílio do rei
deposto (Mulei Moâmede). Este havia-lhe prometido, em
caso de vitória, a retoma da cidade de Arzila e
facilidades de comércio.
Depois de grandes preparativos e de obtida a
concordância do papa, D. Sebastião parte para Marrocos
com um exército numeroso, mas mal treinado, onde se
inclui grande parte da nobreza. Os opositores eram muito
mais numerosos e mais bem organizados. Travou-se então
uma batalha em Alcácer Quibir, no dia 4 de Agosto de
1578. Os portugueses foram vencidos. Morreu um grande
número de combatentes e, entre eles, o rei D. Sebastião.
A crise que o rei pensara resolver agravou-se com esta
derrota e com a sua morte, abrindo o problema da
sucessão ao trono português.